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magda_folgadoCom Magda Folgado...

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monica_pinhoCom Mónica Pinho...

 


 

 

 

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“Por que razão um consumidor com gás engarrafado paga mais do que outro que usa energia equivalente em gás natural? Não servem as duas energias o mesmo fim: aquecer e cozinhar?”

A DECO INFORMA… Desde 2013 que alertamos para a baixa concorrência nos preços do gás engarrafado e para a diferença de valor face ao gás natural.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, dois terços dos lares nacionais recorrem a garrafas de gás, estamos assim perante uma grande fatia da população que, sem grandes alternativas, é obrigada a usar uma energia mais cara e menos prática. Temos vindo a pressionar as autoridades competentes, mas, até final de 2017, pouco mudou. Trata-se de uma discriminação inaceitável, sobretudo quando a Autoridade da Concorrência confirmou, em março deste ano, que existe uma elevada concentração do mercado do gás engarrafado e que os consumidores compram o produto mesmo que os preços aumentem, uma vez que precisam deste bem.

Entre julho e setembro deste ano, recolhemos 3360 preços em 961 estabelecimentos de todos os distritos do Continente e na Madeira (nos Açores vigora um regime de preços máximos). Verificámos que o gás butano continua a ser mais caro nas regiões do sul, em especial nos distritos de Beja, Faro e Setúbal, e mais baixo a norte.

Para piorar, em muitas localidades, os consumidores não podem mudar para gás natural. A distribuição do gás natural tem de ser feita em condições de viabilidade económica. Mas deve rever-se o regime de preços vigiados e implementar medidas que diminuam a diferença entre o gás natural e o engarrafado, para que não haja uma diferença tão grande em energias que servem o mesmo propósito.

Para ter uma melhor noção do custo do gás engarrafado no País, consulte a plataforma www.poupenaboija.pt; Nesta, encontra um mapa interativo com o custo dos vários tipos de gás em diferentes espaços. Além das nossas recolhas regulares, pedimos aos consumidores que indiquem quanto costumam pagar e que ajudem a manter os preços atualizados.Transportes DECOFonte: DECO-Delegação Regional Algarve

A DECO INFORMA… O Serviço Nacional de Saúde (SNS) adota um sistema de liberdade de escolha, que permite ao utente, juntamente com o médico de família, escolher o hospital para o qual quer ser encaminhado para a realização da primeira consulta hospitalar de especialidade – e, eventualmente, para ter outras consultas externas, receber tratamentos ou ser operado.

De acordo com este sistema o atendimento não é, então, ditado pela área de residência do utente. Um doente que, por exemplo, resida no Algarve e queira ser tratado em Lisboa, porque os tempos de espera são menores, pode fazê-lo.

O encaminhamento, no entanto, é operado segundo critérios prioritários, tais como o interesse do utente, a proximidade geográfica e os tempos de espera para a primeira consulta de especialidade (este último pode ser consultado no portal do SNS ou na aplicação móvel gratuita TE.M.S.. Para as especialidades cirúrgicas, é ainda considerado o tempo médio de resposta para a cirurgia programada nos últimos três meses, nas várias instituições hospitalares.

Todavia, este regime apenas se aplica a situações marcadas a partir da data da entrada em vigor do sistema, que ocorreu no final de maio de 2016, pelo que os utentes que já se encontravam a ser seguidos num determinado hospital não vão poder mudar agora.

Todos os hospitais do país podem ser escolhidos, mas aqueles que disponham de um regime de parceria público-privada, como os de Loures, Braga, Cascais e Vila Franca de Xira, só podem atender 10% dos utentes que não pertençam à sua área de referência. Atingido este número, os doentes são enviados para outros hospitais públicos. 

Depois de escolhido o hospital, o doente permanece nesta unidade até a sua situação clínica se encontrar resolvida, incluindo cirurgias.

As despesas com os transportes ficam a cargo dos utentes, a não ser que estejam incluídas em situações definidas para o transporte de doentes não urgentes.Transportes DECOFonte: DECO-Delegação Regional Algarve

A DECO INFORMA… A publicidade à antena aparece em diferentes sites e nas redes sociais com nomes distintos (“Antena Digital”, “TV Fox” ou “TV Surf”) e descrições parecidas.

As várias descrições indicam que é uma antena digital que permite ver gratuitamente a maioria dos canais que tem no seu pacote de TV por subscrição, mas testámos a antena e verificámos que se trata de uma fraude, com publicidade enganosa cheia de imprecisões.

Trata-se de uma antena TDT vulgar, não amplificada, que mostrou um desempenho regular. Como seria de esperar, a antena permite apenas a receção dos 7 canais de acesso livre TDT, que podem ser acedidos por qualquer outra antena. Numa das páginas que publicitava a antena encontrámos referências a leis “inventadas”, sem fundamento, por exemplo, era referido que os operadores de cabo são obrigados, por lei, a emitir de forma gratuita os canais que integram nos seus pacotes comerciais. Mas não existe nenhuma lei que os obrigue a fazê-lo.

Nas descrições é referido que a tecnologia avançada da antena impede que a receção do sinal seja afetada pelas condições meteorológicas. Mas as condições meteorológicas podem sempre afetar a propagação e inerentes condições de receção do sinal TDT e, caso isso suceda, não é esta, nem nenhuma antena que o pode evitar.

A antena é anunciada por menos de € 39 (em promoção), sem subscrições ou custos mensais. Ninguém compra uma antena TDT num regime de subscrição e, além disso, é possível encontrar no mercado antenas TDT sem amplificação (tal como a analisada) entre € 10 e 15 euros. Assim, esta é cara para o que oferece.

Estamos perante um caso de tentativa de burla, onde são usadas inúmeras imprecisões, mentiras deliberadas e conteúdos manipulados para tentar aliciar os consumidores a adquirir o produto. Não aconselhamos nenhum consumidor a adquirir esta antena.     

Trata-se de uma vulgar antena DVB-T (TDT), de pouca qualidade e que não vale o montante pedido. Pode adquirir uma antena TDT semelhante, por um preço inferior, numa loja da especialidade ou nas grandes superfícies. A maioria das páginas que consultámos com informação do produto recorria a uma prática de publicidade enganosa, por isso, vamos denunciar este caso às autoridades competentes.Transportes DECOFonte: DECO-Delegação Regional Algarve

Estamos com os azeites. Vale a pena nos debruçarmos sobre a temática que envolve o chamado ouro líquido. Durante séculos o azeite foi a real moeda de troca de varias sociedades e hoje é um ingrediente indispensável na gastronomia mediterrânica.

Aliás, o prazer do paladar começa logo numa boa entrada de azeitonas* muito bem apresentadas numa azeitoneira* com alho e orégãos*; ou então, para ávidos apreciadores, umas fatias de pão caseiro barrado com pasta de azeitona*. Seja qual for a forma que pretenda apreciar a azeitona, o azeite é sem dúvida o melhor complemento de uma refeição, por acompanhar todos os pratos.

O Mar d'Estórias, com a ajuda do livro Os 100 Melhores Azeites de Portugal, de Edgardo Pacheco* explica de forma sucinta a diferença no uso dos azeites: 

Azeite Virgem Extra – é um azeite de qualidade máxima (acidez de, no máximo, 0,8%) ideal para temperar a cru; 
Azeite Virgem – deve ser utilizado para refogar, assar, confitar ou fritar; 
Azeite Refinado – de categoria inferior e acidez superior deve ser apenas utilizado para frituras de grande volume. 

Para tornar as coisas mais divertidas, porque não fazer uma prova de azeites em casa? Junte a família e amigos e, em vez de fazê-lo como os provadores profissionais que usam os copos azuis, ou então, molhar o pão num pouco de azeite, como se faz habitualmente, sugerimos uma prova de azeites diferente - com camarão cozido descascado! Adquira 4 azeites de diferentes regiões ou produtores e experimente passar o camarão por cada recipiente de azeite. Ao fim de algumas provas vai notar a diferença de perfil de azeite de cada um e o facto de se adaptarem a diferentes criações gastronómicas. 

Boas Provas!

Sobre o Mar d'Estórias

O Mar d'Estórias visa ser um espaço inovador de valorização de tudo o que é Português, com especial ênfase para o Algarve. Este espaço pretende proporcionar a passagem equilibrada entre as diferentes secções de loja, cafe/bistro e galeria de arte, que culminam num bar-terraço a céu aberto e com vista sobre o mar.Mar dEstoriasFonte: Mar d'Estórias

 

Imagem 1O açúcar é proveniente dos hidratos de carbono, um conjunto de moléculas de açúcar presentes nos alimentos que ingerimos, e a glicose é a principal fonte de energia do nosso organismo. É importante saber distinguir os diferentes tipos de açúcar, e para isso apresentamos-lhe o seguinte esquema:

 imagem 2O consumo moderado de açúcar, apresenta alguns efeitos no nosso organismo, nomeadamente dá-nos energia, promove a saciedade, dá-nos força muscular, retarda a fome e é essencial para o funcionamento do cérebro e do coração.    

 Agora que já conhece os diferentes tipos de açúcar e os efeitos do seu consumo moderado no nosso organismo, é de salientar que quando se fala no consumo excessivo de açúcar, fala-se normalmente em açúcar simples, como é o caso da sacarose (açúcar branco), presente nomeadamente nos produtos de pastelaria, nos doces, nas sobremesas, nos refrigerantes, nos sumos de fruta, no mel, nas geleias e nos xaropes.

A sacarose não possui qualquer valor nutricional, e está repleta de calorias vazias, ou seja quanto mais calorias forem ingeridas, maior é a probabilidade do aparecimento de doenças como a obesidade, as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, o cancro, a diabetes mellitus, a hipercolesterolémia, etc.

 A organização mundial de saúde recomenda que se diminua o consumo de açúcares simples, uma vez que o consumo em Portugal é muito alto. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total de energia diária ingerida e ainda realça que, caso seja inferior a 5%, apresenta benefícios para a saúde, em Portugal consumimos cerca de 18,8%, uma percentagem assustadora.

 Esta ingestão excessiva de açúcares simples vai provocar alterações no nosso organismo, como:

imagem 3

Para não ingerir açúcares em excesso, existem algumas regras essenciais, que nunca deve esquecer:

 

  1. Ficar atento aos rótulos dos alimentos;
  2. Saber identificar quais os alimentos que apresentam grande quantidade de açúcar;
  3. Adotar um estilo de vida saudável, praticando atividade física e preferindo sempre uma alimentação saudável.

 

NOTA: Para saber mais sobre nutrição, pode seguir a nossa página de facebook: Saúde para todos.

Para contactar com o serviço de nutrição, pode usar o email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sofia Cardeira (1556NE - Nutricionista Estagiária à Ordem dos Nutricionistas)

Serviço de Saúde de Apoio à População da Freguesia de Faro

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Freguesia de Faro (Sé e S. Pedro)

Rua Reitor Teixeira Guedes nº2

Tel: 289 803 416

Fax: 289 803 417

www.uf-faro.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mitos alimentaresA alimentação saudável está na moda, todos os dias abrimos a internet e vemos diversas fotografias de comida, de sumos detox, de exercício físico, etc. Todos os dias surge uma nova dieta, um “expert” em alimentação, um novo alimento ou produto milagroso.

Opinião de Jéssica Brás, Terapeuta da Fala no NeuroSer, Centro de Diagnóstico e Terapias para Alzheimer e outras patologias neurológicas

Ao longo da sua vida o ser humano deglute milhões de vezes sem se aperceber da complexidade deste ato. A deglutição é um ato reflexo inerente ao ser humano desde o útero materno e fundamental para a manutenção da vida; é um percurso que deve ser feito de forma segura desde o trajeto inicial do alimento, dentro da boca, até à sua transição para o esófago. Havendo alguma alteração neste trajeto que dificulte ou impeça a ingestão oral segura, eficiente e confortável da pessoa, haverá então um sintoma de disfagia.

A disfagia, do grego «Dys» significa dificuldade e «fagia», significa comer, entende-se como uma «dificuldade em comer», sendo uma perturbação da deglutição. Existem vários tipos de disfagia, dependendo do local onde ocorrem as dificuldades. Estas dificuldades podem ocorrer em todas as idades, desde o nascimento até ao envelhecimento.

Existem vários sinais e sintomas inerentes à disfagia, entre os quais se destacam: desidratação e desnutrição; perda de peso inexplicável e de forma acentuada, num curto período de tempo; dor a engolir; febres frequentes; pneumonias de repetição/ infeções respiratórias; voz alterada após a deglutição; sensação de alimento preso na garganta; engasgamento frequente ou falta de ar durante/após as refeições ou quando bebe líquidos e sensação de que os alimentos ou líquidos voltam do estômago para a boca.

O terapeuta da fala é o profissional envolvido nas alterações da deglutição: é responsável, por um lado, pela avaliação, onde existe a possibilidade de serem descritas queixas em relação ao processo de deglutição e, eventualmente, levantar hipóteses sobre a origem da disfagia e, por outro lado, pela intervenção nesta área, onde é trabalhada a reabilitação, dependendo sempre dos sinais e sintomas apresentados de cada pessoa. Aqui, o terapeuta da fala deverá ter como objetivo o estabelecimento de uma relação entre o tipo de deglutição segura e adequada a cada caso: quanto mais precoce for a avaliação e o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento.

A disfagia, apesar de, como já foi referido, poder ocorrer em qualquer idade, tem uma maior incidência na população envelhecida, pois durante o processo de envelhecimento existe uma redução da funcionalidade de vários órgãos e sistemas do organismo. A prevalência de disfagia aumenta com a idade e constitui alguns problemas para os indivíduos mais idosos, comprometendo o seu estado nutricional, dificultando a administração de medicamentos sólidos, aumentando o risco de uma pneumonia por aspiração e não menos importante, prejudicando a sua qualidade de vida.

Podem ser várias as causas de disfagia nesta população, podendo incluir o Acidente Vascular Cerebral, a demência, as doenças neuromusculares e também tumores de cabeça e pescoço. Neste tipo de população é necessário, por vezes, a alteração da dieta alimentar, nomeadamente, a alteração do volume e consistência do bolo alimentar, e também a reabilitação do processo de deglutição, utilizando técnicas e exercícios específicos a cada caso.

Fonte: RxConsulting

OS SINTOMAS ASSOCIADOS ÀS DOENÇAS REUMÁTICAS PODEM AGRAVAR COM O FRIO EM ATÉ 90% DOS DOENTES.

Os sintomas associados às doenças reumáticas respondem às variações de temperatura ao longo do ano e é nos meses de dezembro e janeiro que se regista um maior número de queixas. Assim, é aconselhável que os doentes com patologias músculo-esqueléticas se protejam do frio de forma a evitar dores. Por outro lado, 5% da população apresenta fenómeno de Raynaud, que é desencadeado pelo frio, entre outros fatores.

O frio é responsável por agravamento significativo dos sintomas associados às doenças reumáticas, podendo causar incapacidade física grave. No entanto, não é apenas o frio em si que requer atenção; a chuva e a neve são responsáveis por inúmeras quedas, o que se pode tornar especialmente perigoso para quem sofre de osteoporose. Todos estes fatores, acrescidos a um baixo nível de vitamina D geralmente associado a esta época, podem gerar um quadro relevante para estas pessoas.

Por outro lado, o Fenómeno de Raynaud, surge como uma resposta extrema dos vasos sanguíneos a ambientes frios, podendo ser primário (de causa desconhecida e não associado a outras doenças) ou secundário (quando associado a uma doença inflamatória, como a Esclerose Sistémica Progressiva, Síndrome de Sjogren, Lupus Erimatoso Sistémico e Aterosclerose). O fenómeno de Raynaud caracteriza-se por uma descoloração das extremidades e, nos casos mais graves, por úlceras que demoram a sarar, aparecendo geralmente nos dedos das mãos ou dos pés. Embora cada episódio dure pouco tempo, o Fenómeno de Raynaud é crónico e, por isso, o doente tem de saber proteger-se e, se assim determinado pelo médico, tomar medicação adequada. É ainda importante ressalvar que esta síndrome aparece normalmente antes dos 40 anos, contestando a ideia de que este tipo de patologias está sempre associado a pessoas idosas.

A Sociedade Portuguesa de Reumatologia apela aos portugueses para se protegerem nos meses de inverno, tomando medidas preventivas como evitar andar em superfícies molhadas para evitar as quedas, e protegerem-se do frio, utilizando peças de vestuário que protejam as extremidades (luvas, cachecol e gorro), abstendo-se de pegar em objetos frios com as mãos desprotegidas e evitando alimentos e substâncias que sejam vasoconstritores, como cafeína e tabaco.

Fonte: SConsulting

Foram recentemente publicados os resultados de um ensaio clínico de fase 2, realizado nos Estados Unidos da América, que incluiu 63 crianças, com idades compreendidas entre 1 e 6 anos, com tipos e gravidade variados de paralisia cerebral.

Neste ensaio, foram testadas doses entre 10 a 50 milhões de células do sangue do cordão umbilical/Kg de peso corporal, de acordo com a amostra de sangue do cordão umbilical que cada criança havia criopreservado. A avaliação da função motora e a medição da conectividade cerebral foram realizadas no início do estudo, e um e dois anos após o tratamento. As crianças que receberam uma dose de pelo menos 20 milhões de células/Kg de peso corporal registaram melhorias significativas na função motora, um ano após a infusão de sangue do cordão umbilical.

Estas crianças apresentaram melhorias superiores às tipicamente observadas em crianças de idade e condição semelhantes, e excederam os resultados obtidos por crianças que receberam uma dose celular menor ou placebo. As melhorias na função motora correlacionaram-se com uma maior dose de células do sangue do cordão umbilical infundida. Além disso, em comparação com as que receberam doses mais baixas, as crianças que receberam uma dose ≥ a 20 milhões de células apresentaram um maior aumento na conectividade total do cérebro, um ano após o tratamento com sangue do cordão umbilical.

Este estudo permitiu, assim, confirmar que o aumento da conectividade cerebral total está correlacionado com o aumento da melhoria nas capacidades motoras. "De acordo com os autores do estudo, os resultados deste ensaio sugerem que a administração de doses ≥ a 20 milhões de células do sangue do cordão umbilical autólogo/Kg de peso corporal melhora a conectividade cerebral total e a função motora em crianças pequenas com paralisia cerebral. Estas descobertas permitem explicar resultados anteriores e têm implicações importantes no tratamento de crianças com paralisia cerebral e outras lesões cerebrais", refere Carla Cardoso, Diretora do Departamento de I&D da Crioestaminal. A investigadora refere ainda que "tendo em conta a condição para a qual as respostas terapêuticas atuais não são eficazes, nos EUA, a Food and Drugs Administration (FDA) aprovou o recurso a esta terapia fora do contexto de ensaio clínico."

A paralisia cerebral é a perturbação motora mais prevalente da infância, afetando dois a três em cada 1.000 recém-nascidos em todo o mundo. A paralisia cerebral resulta geralmente de uma lesão cerebral in utero ou perinatal, como uma lesão hipóxica, hemorragia ou acidente vascular cerebral. As crianças afetadas podem apresentar diferentes graus de deficiências funcionais, que vão de limitações ligeiras das capacidades motoras avançadas até automobilidade severamente limitada, resultando em incapacidade de autonomia e independência. Em modelos animais de lesão cerebral isquémica e paralisia cerebral a administração de células do sangue do cordão umbilical foi capaz de melhorar a função motora. Os resultados destes estudos sugeriam que as células do sangue do cordão umbilical sinalizariam células endógenas a promover o processo de reparação. Por esta razão, alguns investigadores colocaram a hipótese de a infusão intravenosa de sangue de cordão autólogo poder melhorar a função motora em crianças pequenas com paralisia cerebral.CrioestaminalFonte: Atrevia