Rubricas

magda_folgadoCom Magda Folgado...

magda_folgadoCom Magda Folgado...

magda_folgadoCom Magda Folgado...

monica_pinhoCom Mónica Pinho...

 


 

 

 

monica_pinho

monica_pinhoCom Mónica Pinho...

A DECO INFORMA… O crowdlending é uma vertente do crowdfunding, mas ao invés de se doar dinheiro através de uma plataforma digital, empresta-se em troca de juros. É, portanto, um método de financiamento coletivo em que uma pessoa particular empresta dinheiro diretamente a uma empresa que precise desse capital. 

A Proteste Investe analisou algumas plataformas de financiamento colaborativo com projetos em Portugal e verificou que o investimento pode implicar um risco elevado, já que aquelas não cumprem integralmente a Lei, o que levanta questões de salvaguarda quando algo corre menos bem.

E, efetivamente, o responsável pelo Financial Conduct Authority (o supervisor comportamental do sistema financeiro britânico) confirmou que neste tipo de investimento não existem garantias de que os investidores não percam dinheiro. Nesse sentido, na sua opinião o desafio dos reguladores é acompanhar a inovação tecnológica e proteger os investidores.

A União Europeia já está a preparar um regulamento comum para uniformizar os requisitos de acesso, deveres e responsabilidades das plataformas. Resta, no entanto, saber se vai prevalecer a legislação de cada país.

Por cá, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários aprovou, em 2015, o regime jurídico que regula a atividade destas plataformas e publicou, em 2016, o regulamento. Em fevereiro deste ano entrou em vigor o regime sancionatório.

Assim, se investir por sua conta certifique-se de que a plataforma, nacional ou estrangeira, está registada na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, e procure saber exatamente no que está a investir. Todas as plataformas devem disponibilizar informações sobre o projeto, nomeadamente o prazo, o montante recolhido e o montante total envolvido para o projeto arrancar e a finalidade do investimento.

Mas há muito mais aspetos a ter em conta, e os nossos especialistas ensinam a medir o risco, pelo que aconselhamos a leitura da análise que fizemos a quatro plataformas em www.deco.proteste.pt/investe.

Fonte: GPI DECO-AlgarveParagemAutocarro

A DECO INFORMA… Os casos em que os Planos Poupança-Reforma (PPR) podem ser resgatados sem penalizações têm levantado dúvidas aos contribuintes, sobretudo pela dificuldade na interpretação da lei e pelas alterações sucessivas que a mesma já sofreu.

Recentemente, a Autoridade Tributária (AT) pronunciou-se sobre um caso de resgate antecipado de um PPR, subscrito em 2006 e com entregas nos quatro anos seguintes, para comprar habitação própria e permanente a pronto.

A AT concluiu que o caso apresentado não se enquadrava em nenhuma das possibilidades previstas na lei e publicou uma informação vinculativa com o objetivo de esclarecer sobre como fazer o resgate antecipado do PPR sem penalização.

Como o titular do PPR em causa o declarou no IRS para usufruir do benefício fiscal à entrada, só poderia resgatá-lo para pagar a casa a pronto mediante o pagamento da penalização. Mas não seria penalizado se o produto do resgate do PPR se destinasse ao pagamento de prestações de um crédito à habitação.

A lei prevê, ainda, a possibilidade de resgatar o valor do PPR sem penalizações em caso de reforma por velhice, desemprego de longa duração do titular ou de qualquer um dos membros do agregado familiar, incapacidade permanente para o trabalho dos mesmos ou no caso de o titular atingir os 60 anos.

Além de ter em conta a finalidade a que se destina o PPR, a lei também impõe que a primeira entrega tenha sido há, pelo menos, cinco anos e que o valor das entregas na primeira metade da vigência do contrato corresponda a um mínimo de 35% da totalidade das mesmas.

Os resgates antecipados dos Planos Poupança-Educação (PPE) e dos Planos Poupança-Reforma e Educação (PPR/E) regem-se por regras idênticas.
Outro aspeto que a informação vinculativa da Autoridade Tributária veio esclarecer é que também há penalizações se subscrever um novo PPR com o produto do resgate do PPR anterior.    

As penalizações fiscais ocorrem sempre que o reembolso do PPR se destine a um fim que não esteja expressamente previsto na lei. Nesse caso, todo o benefício fiscal auferido deve ser devolvido e acrescido de uma penalização de 10% por cada ano em que foi exercido o direito à dedução fiscal. A devolução é contabilizada no IRS referente ao ano em que o PPR foi resgatado.
O reembolso antecipado do PPR pode ser exigido a qualquer altura, mas tenha em conta que incorre nas eventuais penalizações fiscais e, até, contratuais.

Fonte: GPI - DECO AlgarveParagemAutocarro

A DECO INFORMA… Nada cola, tudo desliza, lava-se em segundos e dura uma vida. No anúncio televisivo, a Master Copper promete revolucionar a cozinha. No laboratório, a realidade é diferente. Juntámos no confronto duas frigideiras antiaderentes que no último teste apresentaram desempenho elevado e preço mais reduzido (uma Silampos e outra IKEA). Não só as alegações feitas são publicidade enganosa como, nalgumas tarefas, a Master Copper tem pior desempenho do que as outras frigideiras antiaderentes.

Quem comprou este produto e se sente enganado, tem direito a devolver o produto e a receber o dinheiro de volta.

A DECO vai ajudar os consumidores que estão nesta situação. Basta inscreverem-se na página Frigideira Master Copper em https://www.deco.proteste.pt/acoes-coletivas/frigideira-master-copper

Também comunicámos os resultados à Direção-Geral do Consumidor e vamos informar os consumidores assim que houver novidades sobre o assunto.

A publicidade enganosa da Master Copper começa logo no nome: A frigideira não é assim tão “copper”, cobre, em inglês.

Em laboratório, concluímos que é feita de alumínio, com um revestimento antiaderente. E consegue pior: das três frigideiras que testámos, é a única a falhar no teste normalizado para aferir a estabilidade da base quando submetida a choque térmico. A base acabou por ficar excessivamente convexa. Ao fim de algum tempo de utilização, pode ser o suficiente para resvalar numa placa de cozinha.

Se o anúncio queria muito fazer-nos ver para crer, depressa o passa-palavra entre os utilizadores confirmou o que parecia à partida óbvio: a Master Copper não era um sonho de frigideira. E os consumidores manifestaram a sua revolta. Os desabafos multiplicaram-se pela net e chegaram até aos nossos meios de reclamação.

Fonte: GPI - DECO AlgarveFrigideiraParagemAutocarro

Estamos com os azeites. Vale a pena nos debruçarmos sobre a temática que envolve o chamado ouro líquido. Durante séculos o azeite foi a real moeda de troca de varias sociedades e hoje é um ingrediente indispensável na gastronomia mediterrânica.

Aliás, o prazer do paladar começa logo numa boa entrada de azeitonas* muito bem apresentadas numa azeitoneira* com alho e orégãos*; ou então, para ávidos apreciadores, umas fatias de pão caseiro barrado com pasta de azeitona*. Seja qual for a forma que pretenda apreciar a azeitona, o azeite é sem dúvida o melhor complemento de uma refeição, por acompanhar todos os pratos.

O Mar d'Estórias, com a ajuda do livro Os 100 Melhores Azeites de Portugal, de Edgardo Pacheco* explica de forma sucinta a diferença no uso dos azeites: 

Azeite Virgem Extra – é um azeite de qualidade máxima (acidez de, no máximo, 0,8%) ideal para temperar a cru; 
Azeite Virgem – deve ser utilizado para refogar, assar, confitar ou fritar; 
Azeite Refinado – de categoria inferior e acidez superior deve ser apenas utilizado para frituras de grande volume. 

Para tornar as coisas mais divertidas, porque não fazer uma prova de azeites em casa? Junte a família e amigos e, em vez de fazê-lo como os provadores profissionais que usam os copos azuis, ou então, molhar o pão num pouco de azeite, como se faz habitualmente, sugerimos uma prova de azeites diferente - com camarão cozido descascado! Adquira 4 azeites de diferentes regiões ou produtores e experimente passar o camarão por cada recipiente de azeite. Ao fim de algumas provas vai notar a diferença de perfil de azeite de cada um e o facto de se adaptarem a diferentes criações gastronómicas. 

Boas Provas!

Sobre o Mar d'Estórias

O Mar d'Estórias visa ser um espaço inovador de valorização de tudo o que é Português, com especial ênfase para o Algarve. Este espaço pretende proporcionar a passagem equilibrada entre as diferentes secções de loja, cafe/bistro e galeria de arte, que culminam num bar-terraço a céu aberto e com vista sobre o mar.Mar dEstoriasFonte: Mar d'Estórias

 

Imagem 1O açúcar é proveniente dos hidratos de carbono, um conjunto de moléculas de açúcar presentes nos alimentos que ingerimos, e a glicose é a principal fonte de energia do nosso organismo. É importante saber distinguir os diferentes tipos de açúcar, e para isso apresentamos-lhe o seguinte esquema:

 imagem 2O consumo moderado de açúcar, apresenta alguns efeitos no nosso organismo, nomeadamente dá-nos energia, promove a saciedade, dá-nos força muscular, retarda a fome e é essencial para o funcionamento do cérebro e do coração.    

 Agora que já conhece os diferentes tipos de açúcar e os efeitos do seu consumo moderado no nosso organismo, é de salientar que quando se fala no consumo excessivo de açúcar, fala-se normalmente em açúcar simples, como é o caso da sacarose (açúcar branco), presente nomeadamente nos produtos de pastelaria, nos doces, nas sobremesas, nos refrigerantes, nos sumos de fruta, no mel, nas geleias e nos xaropes.

A sacarose não possui qualquer valor nutricional, e está repleta de calorias vazias, ou seja quanto mais calorias forem ingeridas, maior é a probabilidade do aparecimento de doenças como a obesidade, as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, o cancro, a diabetes mellitus, a hipercolesterolémia, etc.

 A organização mundial de saúde recomenda que se diminua o consumo de açúcares simples, uma vez que o consumo em Portugal é muito alto. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total de energia diária ingerida e ainda realça que, caso seja inferior a 5%, apresenta benefícios para a saúde, em Portugal consumimos cerca de 18,8%, uma percentagem assustadora.

 Esta ingestão excessiva de açúcares simples vai provocar alterações no nosso organismo, como:

imagem 3

Para não ingerir açúcares em excesso, existem algumas regras essenciais, que nunca deve esquecer:

 

  1. Ficar atento aos rótulos dos alimentos;
  2. Saber identificar quais os alimentos que apresentam grande quantidade de açúcar;
  3. Adotar um estilo de vida saudável, praticando atividade física e preferindo sempre uma alimentação saudável.

 

NOTA: Para saber mais sobre nutrição, pode seguir a nossa página de facebook: Saúde para todos.

Para contactar com o serviço de nutrição, pode usar o email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sofia Cardeira (1556NE - Nutricionista Estagiária à Ordem dos Nutricionistas)

Serviço de Saúde de Apoio à População da Freguesia de Faro

imagem 4

Freguesia de Faro (Sé e S. Pedro)

Rua Reitor Teixeira Guedes nº2

Tel: 289 803 416

Fax: 289 803 417

www.uf-faro.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mitos alimentaresA alimentação saudável está na moda, todos os dias abrimos a internet e vemos diversas fotografias de comida, de sumos detox, de exercício físico, etc. Todos os dias surge uma nova dieta, um “expert” em alimentação, um novo alimento ou produto milagroso.

Artigo de Opinião de Maria João Simões, psicóloga da UPPC. Muito se tem escrito sobre a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), o que ajuda na sua compreensão, evitando a estigmatização de crianças a nível escolar e social. Mas, por outro lado, tem-se contribuído para a generalização abusiva deste diagnóstico. Por uma criança ou adolescente ser agitada, impulsiva, irrequieta, distraída, ou até, como comumente se diz, “mal-educada”, não significa por si só que estamos perante este quadro clínico.

Muito embora possa ser considerada a perturbação neuro-comportamental mais comum na infância, com uma prevalência que varia entre 3 a 7%, sobretudo em rapazes, o diagnóstico apenas pode ser feito por profissionais especializados e com critérios científicos.

Mas para melhor se perceber o que é esta perturbação, destaquemos os seus sintomas típicos, que consistem num padrão persistente de falta de atenção e/ou comportamental caracterizado por um grau exagerado de atividade e impulsividade, sendo estes sintomas considerados desadequados na fase do desenvolvimento da criança/jovem pela sua intensidade e prejuízo significativo que acarreta no funcionamento e na vida escolar e relacional. Estes evidenciam-se mais frequentemente no contexto escolar ou noutras situações que exigem uma atenção persistente e um esforço mental mais prolongado, situações que não sejam tão apelativas, ou que impliquem regras e interações em grupo.

E como lidar com este problema durante as férias?

Com a chegada das férias de verão, e principalmente no mês de agosto, altura em que vários colégios, creches e grupos de ocupação de tempos livres estão encerrados, chegam os momentos de pânico para os “graúdos”, que precisam de pensar em formas de ocupar os dias dos seus filhos, de modo a que o seu período de descanso não se transforme num filme do género “um dia a casa vem abaixo”.

Com os dias menos estruturados e previsíveis, e é mesmo bom que assim seja, pois férias são férias, ficam algumas dicas para que os pais não ficarem à “beira de um ataque de nervos” e consigam aproveitar em sossego as suas merecidas férias:

  • Como ponto de partida deverá clarificar as regras junto de todos os adultos que interagem com a criança. Não há nada pior que os adultos se desautorizarem à frente dos mais novos. Por exemplo, se é para todos fazerem as refeições juntos à mesa, não pode haver o adulto que permite o tabuleiro no sofá para se assistir à TV.
  • Para interagir com uma criança com diagnóstico de PHDA é necessário que o adulto esteja bem consigo mesmo, tenha tranquilidade e segurança, bem como paciência e disponibilidade para ouvir, cuidar, conversar, e colocar limites de uma forma razoável. Cuide de si mesmo e faça por ter momentos que lhe deem alegria e prazer.
  • Saia à rua, vá passear ao ar livre, andar de bicicleta, dar mergulhos na piscina, vá ao cinema ou ao teatro. Basicamente aproveite o bom tempo. Se preferir, fique em casa com os seus filhos a ver televisão, jogar os tradicionais jogos de tabuleiro, cozinhar ou a realizar pequenas tarefas domésticas. Evite envolvê-los em atividades que requeiram um esforço mental persistente.
  • Dentro da confusão saudável dos dias de férias, é importante que exista uma rotina, pois perante a previsibilidade do ambiente, a criança saberá com o que contar, sentindo-se mais segura. Na manhã de cada dia, explique como prevê ser o dia e o que se espera de todos os que estão envolvidos.
  • Quando propuser atividades, programe-as para terem curta duração, pois a criança terá dificuldade em manter a atenção em tarefas.
  • Quando uma tarefa aparecer mal feita, tente explicar o que correu mal e onde se pode melhorar, pois não é de propósito que estas crianças não conseguem prestar atenção aos pormenores.
  • Acompanhe-as de igual forma em algumas das tarefas e faça por estas serem divertidas, aproveitando o tempo para conversarem e falarem sobre interesses, preocupações, objetivos, pois são geralmente crianças muito sensíveis, inseguras e que dão pouco valor a si mesmas, pois já se sentiram rejeitadas e incompreendidas diversas vezes. Reforce o que o seu filho tem de bom e faça-o sentir-se seguro.
  • É muito frequente parecer não ouvir quando lhe fala diretamente, como se tivesse o pensamento noutro assunto, mesmo na ausência de uma distração óbvia, o que vai dar origem à perda de objetos necessários, como óculos, brinquedos, chaves, etc. Não deixe de advertir, porém tente não fazer disso “uma tempestade num copo de água”.
  • Tente colocar-se no papel da criança e, se tiver dúvidas, questione-a sobre “o queria dizer quando disse aquilo”, pois o que para si é evidente, para ela pode não ser.
  • Tente não dar demasiada importância quando o seu filho fica demasiado frustrado, zangado, ou teimoso, sobretudo na adolescência. Geralmente, não conseguirá que o ouça nesse momento. Por isso espere por um momento mais oportuno em que esteja mais disponível para o ouvir.

Fonte: MiligramaMariaJoaoSimoesDra

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai promover uma campanha de sensibilização para a prevenção da doença coronária “A saúde do coração não tira férias” que tem como objetivo alertar para a importância de manter um estilo de vida saudável no Verão.

“Mesmo em tempo de férias, é preciso manter os cuidados regulares com o coração, praticar exercício físico, evitar o álcool, não fumar e controlar a alimentação, optando por não consumir em excesso alimentos ricos em açúcar e gordura. As pessoas não devem abusar só porque estão de férias, colocando assim o coração em risco”, explica João Brum Silveira, presidente da APIC.

O cardiologista refere ainda que “As principais doenças coronárias, como o enfarte agudo do miocárdio, ocorrem durante todo o ano, e o verão não é uma exceção. Isso obriga-nos a manter o nosso alerta para a importância de um estilo de vida saudável, como forma de prevenção e proteção da saúde do coração, mas também queremos que as pessoas continuem a valorizar e reconhecer os sintomas a que devem estar atentas, como a dor no peito, por vezes com irradiação ao braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Neste tipo de situação deve-se ligar imediatamente para o número de emergência médica – 112 e esperar pela ambulância que estará equipada com aparelhos que registam e monitorizam a atividade do coração e permitem diagnosticar a presença de um enfarte, por exemplo”.

A doença coronária carateriza-se pela acumulação de depósitos de gordura no interior das artérias que fornecem sangue ao coração. Esses depósitos causam um estreitamento ou obstrução das artérias o que provoca uma diminuição dos níveis de oxigénio e nutrientes que chegam às células do músculo cardíaco. As principais doenças coronárias são a angina de peito e o enfarte agudo do miocárdio.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular. Para mais informações consulte: www.apic.pt

Fonte: APICSaudeFerias

O mês de agosto é sinónimo, para a maioria dos portugueses, de férias e calor. No entanto, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia alerta para o facto de que a exposição prolongada ao sol ou a temperaturas exageradamente elevadas pode ter consequências graves para o sistema cardiovascular. Na verdade, a taxa de mortalidade por golpe de calor em pessoas saudáveis encontra-se entre os 10% e os 50 % e estes números podem ser maiores em quem sofre de alguma doença cardiovascular e/ou apresenta fatores de risco.

Em Portugal, as ondas de calor que se têm verificado nos últimos anos têm sido responsáveis pelo agravamento de inúmeros casos de doença cardíaca e até por um aumento na mortalidade. Isto sucede porque o organismo reage ao aumento da temperatura, podendo originar um golpe de calor, que não é mais que uma resposta inflamatória sistémica à exposição a temperaturas muito elevadas ou a exercício físico intenso em ambientes quentes e húmidos.  

Quais são os sintomas de um golpe de calor? O que fazer?

Os sintomas podem ser vários, mas esteja atento a sudação excessiva acompanhada de febre, dores de cabeça fortes, fraqueza, tonturas, e vómitos. Nestes casos deve-se colocar a vítima num local fresco e aplicar panos molhados no corpo para fazer descer a temperatura enquanto não chega ajuda médica.

O que fazer para evitar um golpe de calor?

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia aconselha, em primeiro lugar, que as pessoas se mantenham hidratadas, sendo que a sede é já um sinal de desidratação e nunca se deve chegar ao ponto de ter esta sensação. Em segundo lugar, evitar estar no exterior nas horas de maior calor. Por último, evitar fazer exercício físico no exterior ou em locais sem sistema de arrefecimento.

Os idosos e as crianças constituem as faixas etárias mais sensíveis ao calor, pelo que, no caso de exposição a temperaturas excessivamente elevadas, os cuidados devem ser redobrados. Quem é obeso ou sofre de doença crónica, como a Insuficiência Cardíaca, tem um risco acrescido e são necessárias medidas apropriadas para prevenir um evento cardiovascular durante os meses mais quentes.  

Os doentes que fazem terapêutica para controlar a hipertensão estão mais suscetíveis de vir a sofrer de desidratação e, consequentemente, queda abrupta da pressão arterial, taquicardia e pulso fraco. A este cenário junta-se, por sua vez, o risco acrescido de Insuficiência Renal. Por outro lado, esta medicação tem uma acção vasodilatadora, que vai ser potenciada pelo calor. Assim, a terapêutica/dosagem poderá ter de ser revista pelo médico, caso surjam alterações na pressão arterial.

De acordo com o Presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologista, Prof. João Morais, “é importante que as pessoas se apercebem dos riscos e das consequências, para que nesta altura de maior calor não se verifique um aumento dos eventos cardiovasculares."

Fonte: S Consulting