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Loulé | Cineteatro Louletano continua a apostar numa Programação de Qualidade e Diversificada em 2022

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O primeiro trimestre de 2022 promete trazer a Loulé eventos de grande qualidade nas áreas da música, teatro, cinema, dança e performance. O ano abre, como habitualmente, com os espetáculos da Orquestra Clássica do Sul: a 1 de janeiro a OCS apresenta dois concertos no Cineteatro Louletano, dada a habitual entusiástica adesão de público a este evento de Ano Novo.

Depois, a 16 de janeiro, chegam os GNR, que trazem na mala o concerto “41”, de celebração dos quarenta anos (mais um, adiada com a pandemia) da banda nortenha, abrindo em grande a 1ª temporada de 2022 do Cineteatro Louletano.

No teatro, a atriz Sara Barata Belo, conhecida pelo seu trabalho em teatro, cinema e televisão, traz ao CTL a 14 e 15 de janeiro a peça “Cochinchina”, uma adaptação livre da obra de Afonso Cruz, Princípio de Karenina. “Cochinchina” encerra uma trilogia de cartas de amor e morte que Sandra Barata Belo iniciou com “Morreste-me” de José Luís Peixoto, seguindo-se “Carta de uma Desconhecida” de Stefan ZWeig. Criações baseadas em obras literárias que a atriz adaptou para teatro. “Cochinchina” inclui ainda, no âmbito da Mediação Cultural, um espetáculo com conversa dirigido às escolas, bem como uma masterclass para profissionais e outros interessados.

Na dança, a 27 de janeiro, José Laginha e Marlene Vilhena do DeVIR/CAPa estreiam no Cineteatro “um pedido - por favor, dê-me um exemplar de deus”. A peça é um solo para dois intérpretes, num estado de procura e entrega ao movimento e ao “acontecimento”. Viajando para trás no tempo e buscando o ano de 1962, em que três acontecimentos revolucionários, três momentos de clivagem transformaram o modo de entender a música pop, a dança e o fado. 

E por fim, a fechar janeiro, a 29, concerto da pianista Joana Gama, com “There’s no knowing”, música derivada da banda sonora para a série “Cassandra”, da RTP, numa coprodução do Cineteatro Louletano. O CTL é coprodutor do concerto e do disco, que sairá pela editora Holuzam a 20 de janeiro de 2022, por ocasião do concerto em Lisboa na Culturgest.

Em fevereiro, a programação abre no dia 1, Dia da Cidade de Loulé, com um concerto inédito de Rodrigo Leão, acompanhado por um coro juvenil com crianças de Loulé, no ciclo “O longe é Aqui”. Um espetáculo em que se apresenta como Rodrigo Leão Cinema Project, reunindo repertório dos três discos editados em 2020 e 2021 (O Método, Avis 2020 e A Estranha Beleza da Vida). Um concerto eclético, com uma grande abrangência de estilos musicais que vão do neoclássico à valsa e que incorpora ainda imagens projetadas da autoria de Gonçalo Santos, incluindo desenhos da autoria do próprio Rodrigo Leão.

Segue-se, a 5 de fevereiro, “Anesthetize”, de Maurícia Neves, uma peça de dança irreverente, ambígua e misteriosa, que junta conceitos como zombificação, vortex, alienação e mycelium, explorando a ideia de um estado meditativo com ciclos repetitivos de movimentos e gestos. 

Ainda em fevereiro, a 18, na área da dança, de novo uma peça insólita. Cabraquimera, de Catarina Miranda, dança para um quarteto em patins abordando uma contemporaneidade simultaneamente física e tecnológica.

Na Mediação, a 20 de fevereiro, regressam os famosos Concertos para Bebés, pela mão da Companhia Musicalmente. Desta vez, com o tema Chocalhos e chocalhinhos do Entrudo, liderado pelo solista Marco Fernandes, utilizando caixas de música e rocas, chocalhinhos e outros brinquedos que são, afinal, instrumentos musicais.

No fim do mês, a 26, voltamos ao teatro com “Uma Peça Feliz e Direta Sobre a Tristeza" de Joana Pupo e Jaime Mears. O projeto parte de um encontro vital e próximo com o público para falar sobre os temas da tristeza, do isolamento e da desadaptação.

Março, o último mês do trimestre, tem Dino d’Santiago como cabeça de cartaz, com a estreia nacional no Cineteatro Louletano, a 20, do seu novo álbum. Ainda outro grande concerto em março, mas no feminino, a assinalar o Dia Internacional da Mulher. É outra estreia, desta vez a sul: Márcia, num espetáculo inédito que traz a Loulé o seu novo álbum, a 8 de março.

Entre 8 e 19, a segunda parte da Residência “Mulheres Andantes”, pela Companhia Caótica, oficina liderada por Susana Alves e Caroline Bergeron. Um processo criativo que aprofunda a reflexão em grupo, em que as participantes serão levadas pelas orientadoras a descobrir novas dimensões sobre a feminilidade, e que termina com uma apresentação que inclui um filme em que as participantes são protagonistas.

Março traz também de volta o Festival Tanto Mar, promovido pela Associação Folha de Medronho, entre 17 e 19, com uma programação a anunciar brevemente que junta os fazedores de teatro dos países falantes de português.

Também em março, chega a 23 “Aldebarã”, peça pela Companhia Terra Amarela. Os recursos naturais da Terra estão esgotados e a humanidade está à beira da extinção. Como último recurso, a Agência Espacial Lusitana vai enviar uma expedição em busca da estrela Aldebarã, uma das mais próximas do nosso sistema solar. Só que os astronautas são bastante disfuncionais. Se trabalharem juntos, talvez consigam atingir o seu destino… “Aldebarã” contará também, ao nível da Mediação, com oficinas dirigidas aos 2º e 3º ciclos.

O trimestre cultural finaliza a 27, com uma peça de teatro do passado para o futuro, “Aquário”, de Marlene Barreto. Em 2050, P. acorda com o som ensurdecedor de um alarme de emergência. Não há nada em seu redor a não ser uma intensa névoa de fumo. Sem saber quem é, procura respostas, mas a única pessoa que as pode fornecer é A., a autora da história de P. que vive no passado, imersa num desespero profundo com a iminente extinção da humanidade.

Com uma programação de referência (que pode consultar no site e no Facebook do Cineteatro), o CTL está credenciado pela Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, integra ainda a Rede de Programação Acessível, proporcionando espetáculos com interpretação de Língua Gestual Portuguesa para S/surdos (com “S” maiúsculo são falantes de Língua Gestual Portuguesa) e outros com Audiodescrição, para pessoas cegas ou com deficiência visual.

O CTL é uma estrutura cultural no domínio das artes performativas da Câmara Municipal de Loulé, e é também um dos promotores da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e da Rede 5 Sentidos.

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