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"Portagens na Via do Infante" Utentes não esquecem Injustiça que se iniciou há uma década no Algarve

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O dia 8 de Dezembro de 2021 marca a passagem de uma década desde a data em que foi implementada a cobrança de portagens na Via do Infante (A22), na região Algarvia. Desde então, e não obstante alguns avanços obtidos pela insistência também dos utentes da Via do Infante e das populações algarvias, tem sido mantida, na generalidade, a profunda injustiça que se iniciou em 2011.

A introdução de taxas de portagens nesta autoestrada veio prejudicar de forma bastante clara as populações e o pequeno e médio tecido empresarial do Algarve, já que a Via do Infante não tem infraestruturas alternativas válidas, sendo a EN125 na verdade uma real artéria urbana com cruzamentos, semáforos e passadeiras de peões e tardando a sua requalificação.

Os efeitos previsíveis, que sempre apontámos, verificaram-se desde o início com uma acentuada redução de tráfego na Via do Infante e o consequente aumento do tráfego na EN125, o que além do impacto económico numa já fragilizada economia demasiado dependente do turismo, recuperou o epíteto de “estrada da morta” para a N125.

Além disso, a PPP associada a esta autoestrada tem-se revelado ruinosa para o interesse público pela transferência de dinheiros públicos para a empresa concessionária independentemente do tráfego verificado constituindo-se uma verdadeira renda de lucro garantido e prejuízo para o Estado, populações e aparelho produtivo.

Estes são alguns dos constrangimentos causados pela opção dos Governos do PS, PSD e CDS em introduzir e manter esta injusta penalização às populações do Algarve.

Se sempre houve justiça na reivindicação da abolição das portagens na Via do Infante, o passado recente, com a acelerada degradação das condições económicas e sociais dos trabalhadores e do povo e de falência previsível de muitas MPME, torna ainda mais imperativa a exigência do fim da cobrança de portagens na Via do Infante, como condição de desenvolvimento regional e de garantia do direito à mobilidade das populações.

Por esse motivo, o Movimento Algarve Sem Portagens e o Movimento de Utentes de Serviços Públicos (MUSP) assinalam a data em que se marca uma década desde o dia da introdução de portagens na Via do Infante, apelando aos Algarvios que também no dia 30 de Janeiro de 2022 - dia de eleições legislativas em que se escolherão os 230 deputados que compõem a Assembleia da República, entre os quais 9 pelo círculo eleitoral de Faro - possam levar esta luta ao voto, não esquecendo quem, por acção ou omissão, teve responsabilidade na origem e continuidade deste problema ao longo dos últimos dez anos.

MUSP AlgarveMovimentoUSP

 

 

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