DGRM nas jornadas do projeto GUAD20 - Guadiana, Património Natural Navegável

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Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) participou nas jornadas de encerramento do “Projeto GUAD20 – Guadiana, Património Natural Navegável”, do Programa INTERREG V-A 2014-2020 Espanha-Portugal, que decorreram ontem, nas instalações do Porto de Huelva.

O Projeto GUAD20 – Guadiana, Património Natural Navegável” contemplou o estabelecimento da navegabilidade do rio Guadiana no troço Alcoutim-Pomarão, fazendo parte do conjunto de intervenções:

  • O estabelecimento de um canal navegável de 30 metros de largura;
  • A colocação do assinalamento marítimo;
  • A construção de vários cais de acesso e de amarração das embarcações;
  • E a produção das Cartas Náuticas de todo o troço internacional do Rio Guadiana entre Vila Real de Santo António e o Pomarão.

O evento de hoje contou com um painel inicial de oradores, constituído pela Presidente do Porto de Huelva, Pilar Miranda, pelo Diretor-Geral da Agência Pública de Puertos da Andaluzia, Rafael Merino López, pelo Diretor-Geral da DGRM, José Carlos Simão, e pelo Diretor-Geral do Instituto Hidrográfico, Carlos Ventura Soares.

Seguiu-se um conjunto de apresentações técnicas dos trabalhos realizados no âmbito do projeto GUAD20, nas quais se destacaram o projeto de navegabilidade e assinalamento apresentado pela DGRM e as novas Cartas Náuticas apresentadas pelo Instituto Hidrográfico.  

Foram também abordados os trabalhos futuros, a desenvolver no próximo programa do INTERREG, que passam pela concretização da navegabilidade no último troço entre Pomarão e Mértola, pela realização de mais infraestruturas de acostagem e de acesso de pessoas ao Rio, e ainda, pela necessidade de uma nova intervenção ao nível da barra do Guadiana.

Deverão também ser realizados esforços para promover este ativo natural e cultural, que devem ser dinamizados com requisitos de segurança e controlo, preservando igualmente os valores ambientais, presentes em todo o vale do Guadiana.  

Como mote geral das Jornadas, ficou a mensagem de que o rio Guadiana, alvo das intervenções já realizadas e futuras, será cada vez mais um motivo de união entre Portugal e Espanha e um motor para o desenvolvimento económico e criação de emprego nos municípios envolventes, designadamente pelas atividades de náuticas de recreio e de turismo.

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