Faro | Bandeira "Cidade de Excelência-nível IV" distingue Boas Práticas

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O Município de Faro foi um dos primeiros do país a receber a Bandeira de Cidades e Vilas de Excelência – Nível IV pelo trabalho desenvolvido no âmbito das ações de requalificação do seu território, em particular nas vertentes de Cidade/ Vila Ciclável e de Mobilidade Amigável e Cidade de Regeneração e Vitalidade Urbana.

No âmbito da cerimónia de entrega deste galardão, que teve lugar no dia 1 de julho, nos Paços do Município, a presidente da Rede de Cidades e Vilas de Excelência, Paula Teles, destacou o trabalho realizado pelo Município nestas duas áreas de intervenção, em particular o grau de maturidade dos seguintes projetos (implementados ou em curso) que permitem hastear a bandeira com esta classificação: Reabilitação de passeios e melhoria de acessibilidades em cerca de 200 passadeiras no concelho; Construção da ciclovia da Avenida Calouste Gulbenkian; Requalificação do Largo do Pé da Cruz e área envolvente; Construção de ciclovia na Estrada da Praia de Faro; Construção da 3.ª Circular (Avenida 25 de abril/ Avenida Mário Lyster Franco); Requalificação da Ciclovia da Estrada dos Moinhos da Palmeira; Criação de rede de bicicletas partilhadas; colocação de rampa de acesso à Igreja da Sé; Requalificação da Praça Ferreira de Almeida e arruamentos contíguos; Requalificação do Largo de São Pedro; Requalificação da Rua Bento Jesus Caraça e Construção da Ecovia Faro-Olhão.

“A Rede de Cidades e Vilas de Excelência e o Município de Faro são parceiros desde o início em questões como a mobilidade, que, depois da questão da habitação, considero ser o segundo maior direito, porque quem não tem o direito à mobilidade, não tem acesso à cidade, à cultura, às infraestruturas de acesso às atividades económicas ou ao trabalho”, referiu a presidente da Rede, Paula Teles, acrescentando que, “mesmo atravessando esta altura de pandemia, a Câmara Municipal continuou de forma muito segura a implementar este tipo de medidas [de melhoria da mobilidade], porque sempre viu a necessidade de trabalhar o planeamento da cidade”.

Também o Presidente da Câmara Municipal, Rogério Bacalhau, reconheceu que “infelizmente, nos anos das grandes alterações urbanísticas (anos 80, 90 e na primeira década do século XXI), o paradigma da intervenção era outro e, assim, a situação da mobilidade e da comunicação entre eixos não melhorou, antes pelo contrário, com mais construção em volume e altura, menos áreas de usufruto comum; mais gente no centro, menos qualidade de vida; mais carros, menos espaço para o peão (e menos estacionamento), e em Faro, os erros, mesmo que involuntários, pagam-se caros e em Faro, o preço dessa política tem sido pago pelos Farenses”.

“Mas hoje, os tempos são outros e temos tido um cuidado maior no planeamento da requalificação urbana, por isso desde 2010, quando aderimos ao Pacto dos Autarcas, impusemos uma condição obrigatória em todos os trabalhos no espaço público: que tenham uma componente de melhoria da mobilidade e das próprias acessibilidades”, referiu Rogério Bacalhau, adiantando que a estratégia, desenvolvida em passos sucessivos, se consubstanciou no desenho do Plano de Ação Local em 2014, e culminou em 2018 com a aprovação do Plano de Mobilidade e Transportes.

O Presidente da Câmara lembrou ainda que, além das ciclovias e ecovias já implementadas e que já integram a rede europeia Eurovelo, está a ser projetada a nascente para a cidade de Olhão; para poente, fazendo todas as ligações através do parque ribeirinho à freguesia do Montenegro, ao aeroporto, à ria e à praia (estas já criadas); para norte, estabelecendo as áreas de conexão entre a cidade e a futura estação intermodal; e também para o casco antigo da cidade, com os atravessamentos da ferrovia propostas para o Teatro das Figuras e ao longo de toda a zona ribeirinha, passando pela antiga Fábrica da Cerveja, e culminando no Largo de São Francisco, que será alvo de uma requalificação profunda.

Simultaneamente, o Município tem vindo a intensificar a presença fiscalizadora no sentido de fazer cumprir o regime de acessibilidade aos edifícios e estabelecimentos que recebem público.

Além da presença de Paula Teles e de Rogério Bacalhau, a cerimónia de entrega desta distinção contou ainda com Sophie Matias, vereadora da Câmara Municipal de Faro, Adriana Nogueira Pinto, diretora regional de Cultura do Algarve, de José Apolinário, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

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