Teatro das Figuras - Faro | "Geocide" é uma visão de futuro catastrófico que se tornou realidade

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Estreado em 2017, ainda longe de se avizinhar a pandemia provocada pela Covid-19, o projeto da companhia Estrutura propõe uma experiência performativa, visual e sonora, que especula e efabula sobre possíveis cenários mais ou menos apocalípticos, tecno-digitais, hiper-vigilantes ou "ecocidas". A 26 de junho, no Teatro das Figuras.

Quando estrearam Geocide, em 2017, Cátia Pinheiro e José Nunes — cofundadores da companhia Estrutura — estavam longe de imaginar que uma pandemia iria assolar o mundo, trazendo profundas implicações nos indivíduos, na sociedade e no próprio conceito de humanidade. Neste espetáculo, que "conta uma história sem História, num lugar mais ou menos distópico", encontram-se em palco três seres confinados no seu próprio mundo e a ação não está naquilo que transportam, mas no dispositivo que pisam. Geocide, uma criação da Estrutura, é apresentada, em sessão única, no próximo dia 26 de junho, às 21h30, no Grande Auditório do Teatro das Figuras, em Faro.

Geocide serve-se do termo homónimo avançado pelo arquiteto, urbanista e filósofo francês Paul Virilio na obra The Futurism of the Instant, para se referir ao atual fenómeno massivo de mobilidade demográfica e à previsão de que assistiremos à abolição das noções de identidade geográfica e territorial. A peça propõe uma reflexão sobre o aqui e o agora, mas também sobre uma visão de futuro que talvez não esteja assim tão distante da atualidade.

O espetáculo conta com a interpretação de Cátia Pinheiro, José Nunes e Tiago Jácome. É para maiores de 12 anos e têm a duração aproximada de uma hora. Os bilhetes custam 10 euros e estão à venda na bilheteira físico do Teatro das Figuras ou online em: https://teatrodasfiguras.bol.pt/

Sobre a Estrutura

A companhia foi fundada em 2009 por Cátia Pinheiro e José Nunes e tem desenvolvido vários espetáculos de teatro e atividades de formação que dialogam com a realidade do pensamento contemporâneo, promovendo a experimentação artística e a lógica colaborativa. No seu percurso, destacam-se criações como Uma Gaivota (2016), The End (2017), M'18 (2018), Pathos, Party (2019), Língua (2020), F... (2021) ou programa de formação Recurso (2018). Os seus espetáculos têm sido apresentados em várias instituições culturais e festivais, como Teatro Municipal do Porto, Teatro Nacional São João (Porto), Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa), São Luiz Teatro Municipal (Lisboa), Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (Porto), Temps d'Images Lisboa ou Verão Azul – Festival Internacional de Artes (Algarve).

SITE: https://estrutura.pt/geocide/ 

The UglyGeocideJoaoPeixoto

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