Mudança climática afeta Tavira e o Algarve

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Por que necessitamos salvar o Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT)? Cidadãos, residentes e estudantes de Tavira marcharão unidos na sexta-feira, 13 de março, para protestar contra a falta de ação global relativamente às alterações climáticas.

Quão real são elas? A ciência das alterações climáticas não deixa margem para dúvidas. O relatório do IPCC de 2018 confirmou o que se sabe há décadas: o aumento da frequência e gravidade de fenomenos climáticos extremos, como tempestades violentas e secas prolongadas, são resultado das alterações climáticas e a humanidade precisa de agir para as travar.

Mas qual é a resposta do Algarve, e mais especificamente de Tavira?

Simon Pannett, presidente da REconomia Tavira, disse: “Os pareceres de peritos exigem não só a redução de carbono, mas também a plantação de mais árvores. O clima Algarvio necessita estar muito atento à água, e no entanto, a monocultura agrícola e turística esgotam cada vez mais os nossos recursos hídricos. Caminharemos a 13 de março para pedir mais uma vez a regeneração local, a resiliência, e a necessidade de os políticos agirem, em vez de apenas falarem. Aqui em Tavira, o centro de experimentação agrícola, pode ajudar a fornecer respostas, mas a sua própria existência é ameaçada por subfinanciamento, pela construção de uma nova estrada, e por mais um projeto de urbanização. ”

Lionel Kafcsak, de Tavira em Transição, acrescentou outra preocupação: “Embora seja claro que o trânsito rodoviário necessite ser desviado, é incompreensível que as autoridades tenham escolhido a pior opção possível. A estrada não apenas secciona um importante centro de pesquisa, uma reserva de biodiversidade, mas potencia também trânsito e poluição junto aos portões das nossas escolas. Que exemplo é este para os nossos filhos, para a sua perspectiva de um futuro mais verde e seguro? ”

Tavira em Transição, REconomia Tavira e Cidadãos pelo CEA Tavira, lado a lado com outros cidadãos ativos, estão reunidos desde a última Marcha Global de Tavira, em Setembro de 2019. Naquela Marcha, mais de 250 pessoas se reuniram lado a lado com políticos locais em prol desta questão global. Mas as ações da autarquia local contradizem evidentemente todas as suas promessas de trabalhar por um futuro que beneficie o Planeta, o Ambiente e as pessoas.

Uma olhada à cidade de Mértola, logo do outro lado da fronteira regional, no Alentejo, demonstra que as coisas podem ser feitas de uma maneira bem diferente. O projeto interdisciplinar de Mértola integra um centro de investigação, um centro de residências para cientistas, um museu que combina artes, ciências e património agrícola. Até 2050, Mértola pretende ser um caminho para a regeneração de ecossistemas, e para a produção resiliente e saudável de alimentos.

Tavira, capital da dieta mediterrânica, pode e deve liderar uma iniciativa semelhante para Portugal, tendo o CEA Tavira como base.

O povo de Tavira exige uma reunião pública sobre estas importantes questões. Se não nós, então​ quem? Se não agora, então quando?

A Marcha começa às 17h no Centro de Experimentação Agrícola, em frente à Estação Ferroviária de Tavira. Seguirá até à Praça da República, onde fará uma pausa para breves declarações em frente à Câmara Municipal. Terminará no Jardim do Coreto no local da controversa Ponte.

Às 19h, teremos a exibição do documentário The Story of Plastic​​, ​​no Clube de Tavira.

Há muito que fazer para apoiar este movimento local por um melhor futuro.

Caso se queira envolver, abaixo apresentamos alguns contactos e mais informações:

email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Evento FB: https://www.facebook.com/events/643248346486369/

CEA Tavira

CentroAgrarioTavira

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