Loulé | “Holywood Algarvio” durante 3 dias de Paródia para Receber o mais antigo Carnaval do país

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Nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro, a cidade de Loulé volta a ser palco de um dos mais emblemáticos corsos do país – que se distingue por ser o mais antigo –, evento que é uma imagem de marca do turismo algarvio durante a época baixa. A menos de quinze dias do arranque das festividades, ultimam-se os preparativos na Oficina/Museu do Carnaval, espaço onde esta terça-feira o autarca louletano, Vítor Aleixo, apresentou a edição de 2020 à Comunicação Social.

Com uma programação alargada, que não se restringe apenas ao desfile na Avenida José da Costa Mealha, o Carnaval de Loulé traz a magia do cinema para rua, tendo como mote “Era uma vez em… Louléwood”. “Os heróis e personagens dos filmes vão ser este ano tema do Carnaval de Loulé, sempre nas suas melhores tradições de humor e de sátira social e política”, referiu o responsável autárquico.

Os 14 carros alegóricos que irão integrar o desfile estão praticamente finalizados, fruto do trabalho de mais de 13 mil horas da equipa de criativos que tem o carismático “Palhó” (Paulo Madeira) um dos principais elementos, mas também funcionários da Autarquia e colaboradores que ajudam a montar este enorme corso, especialmente no que toca à colagem de perto de 1 milhão de flores decorativas. “É graças a esta gente muito experiente, que faz o Carnaval de Loulé há já muitos anos, que este evento tem todo este sucesso e que já habituou o país a olhar para este corso como um dos melhores”, salientou Vítor Aleixo.

São 600 os figurantes, entre os integrantes de 11 grupos de animação que representam o movimento associativo do concelho, 3 escolas de samba, bailarinas de corpos pintados, animadores, fanfarras, cabeçudos, gigantones e muito mais que darão cor e alegria à Avenida.

A componente ambiental continua a merecer especial atenção por parte da organização e, em 2020, o Carnaval volta a ter o selo de “EcoEvento”. “Somos um Município fortemente comprometido com a adaptação às alterações climáticas e, como tal, cada vez, acrescentamos um elemento novo nos eventos, na ótica da sustentabilidade e dos cuidados que devemos ter relativamente ao ambiente”, realçou o edil que deu como exemplos o uso de copos biodegradáveis e compostáveis tendo em vista a redução de plástico, o uso da energia solar como fonte energética, o racionamento da água ou a existência de papeleiras compactadoras.

Nos três dias o desfile arranca às 15h00 e prolonga-se até às 17h30. Na segunda-feira, dia 24, está prevista a transmissão em direto do corso através do canal 1 da RTP, “o que potenciará ainda mais o desfile”.

Tendo em consideração as boas condições meteorológicas previstas, o presidente da Câmara de Loulé acredita que possam passar por Loulé nestes dias na ordem dos “75 mil visitantes”.

As entradas têm um custo de 2 euros e todas as receitas de bilheteira revertem a favor de instituições de solidariedade do Concelho e do movimento associativo que participa no corso, tal como tem acontecido ao longo dos anos, com um montante médio de cerca de 65 mil euros a ser repartido pelas entidades.

À margem do corso, está previsto um extenso programa de animação, que arranca logo na sexta-feira, dia 21, com o emblemático Carnaval Infantil, prossegue com atividades desportivas com destaque para o Grande Prémio de Atletismo de Carnaval (domingo, dia 23) e o 46º Torneio Internacional de Vela (dias 22, 23 e 24) e terá como um dos pontos altos o Baile de Gala – “Grandiosa estreia Louléwood” –, este ano no Salão de Festas de Loulé, na segunda-feira à noite (24 de fevereiro, pelas 22h00).

O Carnaval de Loulé terá um investimento a rondar os 375 mil euros, uma verba que, pela primeira vez, está alocada a uma rubrica específica deste evento no orçamento municipal. Um montante não muito diferente do investimento realizado em 2019 mas que revst-se de especial importância pelo forte contributo para a “notoriedade externa, para a atratividade de turistas, com um impacto muito positivo na economia, nomeadamente ao nível da restauração e da hoteleira”, como considerou Vítor Aleixo.

GAP da CM Loulé

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