Faro | Exposição dos trabalhos de Michael Biberstein

Regionais
Tools
Typography

A Exposição dos trabalhos de Michael Biberstein: pressentir a paisagem. caminho atento para construir chão, decorre até 23 de fevereiro de 2020, no Museu Municipal de Faro, Praça Dom Afonso III 14, com o seguinte horário: 3ª. a 6ª das 10h00 às 18h00 / Sáb. e Dom. das 10h30 às 17h00. Encerra 2ªs e feriados.

Michael Biberstein: pressentir a paisagem. caminho atento para construir chão, no Museu Municipal de Faro, integrando o ciclo de arte contemporânea Preces para afugentar tempestades, insectos malignos, etc., parte de uma parceria entre a Artadentro e a Appleton– Associação Cultural, pretendendo constituir-se como a proposta de um olhar integrador lançado à obra deste artista suíço-americano intimamente ligado a Portugal, onde viveu mais de três décadas e onde nos deixou prematuramente em 2013.

No espaço museológico – anteriormente votado ao culto religioso – apresentar-se-ão pinturas, desenhos, esculturas e objectos, organizados de forma não cronológica e circulando de modo não privilegiado entre os diferentes períodos de trabalho do artista: o conceptualismo analítico, fortemente marcado por uma investigação sobre os processos linguísticos e espaciais, ou a produção de génese paisagística pela qual, de resto, Michael Biberstein é amplamente reconhecido.  

Perspectiva-se a possibilidade de experienciar o projecto artístico de Michael Biberstein como um todo orgânico, fruto de uma mundividência particular que toma a paisagem na sua condição de encontro potencial de uma qualquer radicalidade que subjaz ao indivíduo, ao mundo e à vida. Esse movimento rumo à paisagem, que se pressente em diferentes intensidades em todo o seu trabalho, é também ele o movimento de um outro pressentimento: aquele que construiu um caminho, de demora e atenção, e que definiu o lugar estético, mas sobretudo ético, do artista. Esse lugar, que Michael Biberstein procurou desenhar com a sua poética, é agora o ponto de partida para que, na exposição, possamos também desenhar o nosso. Um lugar marcado não só por uma afecção espiritual ou uma fissura ontológica, mas que possa ser, também e por isso, um lugar político. Posição daquele que, ao fazer o seu próprio percurso, sente o chão e olha o horizonte.

Curadoria: David Revés

Sobre o artista:

Michael Biberstein (Solothurn, Suiça 1948 – Alandroal, Portugal 2013), foi um artista Suiço-americano que viveu em Portugal cerca de trinta anos, onde desenvolveu grande parte da sua obra plástica. Nos anos 60, após ter visto uma exposição de Mark Rothko que muito o impressionou, parte para os E.U.A. onde estuda história de arte em Filadélfia. Embora agnóstico, tinha grande interesse pela arquitectura religiosa. Interessava-se também pela pintura Barroca e, muito em particular por Giovanni Battista Tiepolo. As suas obras, além de inúmeras colecções particulares nacionais e estrangeiras, integram os acervos de importantes museus internacionais como por ex.: o Whitney Museum of American Art, NY, USA,ou o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid, Espanha,assim como a colecção de arte contemporânea da Gulbenkian em Lisboa.

ArtadentroBibersteinArteMuseu2BibersteinArteMuseu1

 

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS