Lagoa | O papel das Artes foi destacado pelas Cidades Educadoras reunidas em Lagoa

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Mais de cinquenta cidades e de quinhentas pessoas, entre as quais dezenas de autarcas de todo o país, investigadores e especialistas reconhecidos, jovens em representação dos seus municípios, todos fizeram o 8º Congresso de Cidades Educadoras. No fim, disseram que este encontro lhes fica na memória.

De dois em dois anos as Cidades Educadoras Portuguesas reúnem-se para debater experiências, desafios e perspetivas de futuro. São mais de setenta municípios portugueses, que têm em comum vinte princípios de uma carta internacional, e a educação como prioridade das suas opções governativas. 2019 foi o ano que este Congresso aconteceu em Lagoa, e pela primeira vez no Algarve. Entre 15 e 18 de maio.

Aos três dias de conferências, mesas de debate, apresentação de experiências, seguiu-se um quarto dia de contacto com o território e a paisagem natural, com os agentes associativos, e as expressões culturais de Lagoa- Algarve.

No encerramento deste 8º Congresso das Cidades Educadoras Portuguesas, que decorreu no Centro de Congressos do Arade, Parchal, foi apresentada uma declaração final, subscrita pelas cidades participantes e que sintetiza dez pontos que deverão inspirar a ação destes municípios nos próximos dois anos.

Esses dez pontos indicam a cidade educadora como lugar de “(re)produção de oportunidades criativas e de relações sociais”; a exigir “visão interdisciplinar e holística”; e uma “intervenção social integradora”; assumindo-se como conjunto de “lugares físicos e virtuais”; e “espaço de ação, impulsionador de envolvimento entre grupos, comunidades, cidadãs e cidadãos”; de “fruição de arte, de convívio, troca de saberes e de experiências intergeracionais ”; para “esbater a dicotomia entre centro e periferia”; “reclamar e (re)inventar”; onde se constroem “redes de conhecimento, arte, política, informação, património e culturas”; e onde “ser e criar são experiências transformadoras”.

Tratou-se de uma reunião alargada de políticos, técnicos, investigadores sociais, entre outros intervenientes nos processos de educação nas cidades portuguesas. O tema central, “Criar (na) Cidade”, permitiu chamar a atenção para a forte relação entre as Artes e a Educação.

Para além das intervenções de abertura do presidente do Município de Lagoa, Francisco Martins, da secretária geral da Associação Internacional de Cidades Educadoras, Marina Canals, ou do reitor da Universidade do Algarve, Paulo Águas, destacaram-se entre os conferencistas, a brasileira Jaqueline Moll, o sociólogo português Carlos Fortuna, a investigadora da Universidade de Aveiro Inês Guedes de Carvalho, o reitor da Universidade Aberta, Paulo Dias.

As várias dezenas de experiências postas à discussão pelos Municípios dividiram-se entre ecrãs expostos na sala de entrada e três outras salas do Centro de Congressos do Arade: a sala do Remexido, de Ibn Ammar e o Auditório Manuel Gamboa.

A participação de 35 jovens convidados por 19 cidades das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, Alentejo, Algarve e regiões autónomas de Madeira e Açores, foi uma das inovações deste Congresso. “Da ideia à prática” foi o que os levou a identificar prioridades e a propor respostas para os lugares onde vivem. Reunidos na Sala Fatacil durante três dias, estes jovens apresentaram as suas conclusões na sessão de encerramento e receberam o aplauso dos congressistas.

Em 2020, as quase 500 Cidades Educadoras de todo o mundo já têm encontro marcado em Katowice, na Polónia, para discutir “música, meio ambiente, atividades recreativas e participação”. Em 2021, o Congresso Nacional das Cidades Educadoras voltará a reunir-se na cidade portuguesa cuja candidatura venha a ser escolhida pela Comissão de Coordenação da Rede destas cidades, de que Lagoa faz parte.

Fonte: GC do Mun Lagoa(Algarve)

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