Loulé assinala Dia Internacional dos Museus

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Nos dias 18 e 19 de maio, o Município de Loulé associa-se mais uma vez ao Dia Internacional dos Museus, que este ano terá como tema “Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos”, para apresentar um programa de iniciativas integradas num Encontro de Fotografia Artesanal. Conferências, workshops, exposições, interações de rua, um concerto são algumas das propostas.

Este Encontro realiza-se no auditório do Convento de Espírito Santo, e arranca no dia 18, a partir das 10h00, com a sessão de abertura por Dália Paulo, diretora municipal, Nuno Ribeiro, da ETIC, e João Serrão, chefe de Divisão de Cultura da Câmara Municipal de Loulé.

Fernando Amaro, da Universidade do Algarve, traz à discussão “A Fotografia Líquida na Era da Desmaterialização”, seguindo-se uma intervenção do fotógrafo artesanal João Barrinha sobre “A fabulosa máquina de fazer parar o tempo” e um debate com o público presente.

À tarde, a partir das 14h30, os arquitetos Vítor Mestre e Sofia Aleixo irão falar sobre a intervenção na Casa-Estúdio Carlos Relvas, na Golegã, enquanto que a técnica municipal Helga Serôdio irá mostrar aos presentes um pouco do espólio de Guerreiro Padre, emblemático fotógrafo louletano. Depois, o fotógrafo amador Frederico Mendes irá explicar o processo fotográfico de colódio húmido a partir de máquinas fotográficas artesanais.

Pelas 17h00, será apresentado o Projeto Kapta, pela técnica municipal e arqueóloga Alexandra Pires, o fotógrafo Jorge Graça e a professora Margarida Maria. Trata-se de

um projeto conjunto do Museu Municipal de Loulé e uma turma da Escola Secundária de Loulé. Partindo da coleção do Museu, o objetivo deste projeto foi sensibilizar os jovens para o conceito de Património nas suas várias vertentes. Ao valorizar a fotografia enquanto património pretendeu-se dar a conhecer alguns processos que marcaram a evolução da fotografia, bem como alguns trabalhos de pesquisa e salvaguarda que têm vindo a ser desenvolvidos nesta área. Ao longo do ano letivo tiveram lugar várias sessões de trabalho que resultaram nesta exposição. O projeto teve a colaboração do fotógrafo Jorge Graça.

Como resultado do Projeto Kapta, será inaugurada uma Exposição pelas 18h00, no CECAL – Centro de Experimentação e Criação Artística de Loulé. Esta Exposição vai estar patente ao público até 29 de junho e pode ser visitada de teça a sexta-feira, das 10h00 às 13h00, e ao sábado, das 10h00 às 16h30.

A “Noite Europeia dos Museus” será animada com o concerto noturno de M-PeX – guitarra portuguesa e música eletrónica, pelas 22h00, no Pátio da Alcaidaria do Castelo. M-PeX é um músico, compositor e produtor que tem na guitarra portuguesa o traço distintivo da sua identidade musical, posicionando-a enquanto instrumento solista em ambientes sonoros diversificados e pouco expectáveis. As suas criações ensaiam modernizar e globalizar este instrumento tradicional da cultura portuguesa, culminando numa arrojada e inovadora confluência musical.

Já na manhã de dia 19, prossegue o Encontro com uma intervenção de um dos grandes nomes da atualidade da fotografia em Portugal, José Soudo, que vai falar de Carlos Relvas no seu tempo e nos tempos de hoje. Carlos Relvas que foi um dos pioneiros da fotografia em Portugal. Ainda antes do debate final e encerramento, mais um profissional da fotografia, José Borges, irá falar dos fotógrafos “à la minuta”.

A partir das 15h00, decorrerão três workshps sobre a temática deste Encontro: Camera Obscura, pelo fotógrafo artesanal João Barrinha (Cerca do Convento), Clanotipia, pelo artista plástico Miguel Cheta (Sala Serviços Educativos), e Pinhole, pelo fotógrafo Jorge Graça (CECAL).

A inscrição no Encontro e nos workshops é gratuita mas obrigatória através do telefone 289400611 ou Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.">serviçEste endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.. Mais informações em www.museudeloule.pt

A juntar ao programa, pela cidade decorrerão interações de rua, nomeadamente a exposição de fotografias antigas de Loulé em diversos pontos, uma sessão de fotografia “à la minuta” na Praça da República e uma camera obscura, na Cerca do Convento Espírito Santo.

Refira-se que, desde 1977, por proposta do ICOM – Conselho Internacional de Museus (organismo da UNESCO), o Dia Internacional dos Museus é celebrado anualmente a 18 de maio. O ICOM seleciona anualmente o tema do Dia Internacional dos Museus, a sua escolha é feita a partir de assuntos que estão no centro das preocupações da sociedade.

Hiperconetividade é um termo criado em 2001 para designar as múltiplas formas de comunicação dos nossos dias, tais como contacto pessoal (face-to-face), correio electrónico, mensagens instantâneas, telefone ou Internet. Esta rede global de conexões torna-se a cada dia mais complexa, diversa e integrada. No mundo hiperconectado de hoje os museus juntam-se a esta nova tendência. Esta é a razão pela qual o Conselho Internacional de Museus (ICOM) escolheu o tema “Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos” para o Dia Internacional dos Museus 2018. É impossível compreender o papel dos museus sem ter em conta todas as conexões que protagonizam e possibilitam. Os museus são uma parte integrante das suas comunidades, da sua herança cultural e paisagística e do seu ambiente.

Devido à tecnologia os museus podem hoje alcançar novos públicos, para além do público tradicional, assim como conseguem encontrar novas formas de aproximação das coleções aos diferentes públicos: quer através da digitalização de coleções, como usando elementos multimédia nas exposições ou simplesmente utilizando um hashtag que permite ao visitante partilhar a sua experiência nas redes sociais.

Contudo, nem todas estas conexões se devem à tecnologia. Como os museus se esforçam por manter a sua relevância na sociedade, eles centram a sua atenção na comunidade local e nos diversos grupos que a constituem. Como resultado, estes últimos anos assistimos ao nascimento de inúmeros projetos comuns organizados por museus com a colaboração de minorias, comunidades indígenas e instituições locais. Para envolver estes novos públicos e fortalecer as suas conexões, os museus devem encontrar novas maneiras de interpretar e apresentar as suas coleções.

Fonte: GAP da CM LouléMuseuLoule

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