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CDU | O direito à Mobilidade e ao Transporte

POLÍTICA
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Para a CDU o direito à mobilidade e ao transporte é uma componente fundamental da vida das populações e que tem sido sucessivamente negado à população do concelho de Faro. Conforme temos vindo a denunciar ao longo dos anos, o concelho de Faro pauta-se por uma oferta muito reduzida no plano dos transportes públicos, com horários e frequências desadequadas e preços que não convidam à sua utilização. No caso das freguesias rurais, como sejam as de Santa Bárbara de Nexe ou a de Conceição e Estoi, os problemas são agravados com milhares de pessoas condenadas ao transporte individual (viatura própria), situação agravada durante o fim-de-semana.

Para a CDU, é necessária uma outra política de transportes para o concelho e para a região, fundamental para aumentar a qualidade de vida das populações, para limitar os impactos ambientais (emissões de gases e outros) e reduzir a dependência económica do estrangeiro (combustíveis). E sendo certo que as políticas de mobilidade não podem ser consideradas de forma isolada, designadamente em relação a outras matérias como sejam as das regras urbanísticas, do acesso à habitação, ou mesmo dos salários e condições de vida existentes, as políticas de transportes requerem uma outra abordagem diferente da que os executivos PS e PSD/CDS impuseram ao longo de décadas em Faro.

Neste sentido, entre outras matérias, pensamos que é preciso reforçar amplamente a oferta de transporte público rodoviário a todo o concelho, designadamente aumentando carreiras e frequências (incluindo ao fim-de-semana), exigindo do Estado central os meios adequados para concretizar esse objetivo, incluindo a possibilidade da criação de um operador público rodoviário para a região do Algarve. É preciso desenvolver também a mobilidade no caminho de ferro, reforçando o papel da Ferrovia e da CP, reduzindo preços e fazendo novos investimentos, designadamente na ligação ao Aeroporto. A CDU considera também que devem ser estudadas outras possibilidades de mobilidade – designadamente em formato de metro ligeiro – na zona central do Algarve. É precisa uma política de desincentivo ao uso do transporte individual onde, para além do reforço do transporte público já referido, se invista na criação de zonas de estacionamento junto aos terminais de transporte, na utilização do transporte ciclável com as respetivas infraestruturas que lhe deem cobertura. É necessária a criação das regiões administrativas que, entre outras competências, assumam o papel de gestão da rede de transportes (incluindo das empresas públicas) na região. É preciso investir na segurança rodoviária, melhorando a sinalização existente, reavaliando circuitos e velocidades praticadas, promovendo a mobilidade a pé (inseparável de outras condições de acesso à habitação e de emprego).

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