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Dia do Psicólogo | “Há 24 mil Psicólogos em Portugal, mas milhares de Portugueses Sem Acesso a um”

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No Dia Nacional do Psicólogo, que se assinala hoje 4 de setembro, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) destaca a importância do trabalho desempenhado pelos psicólogos ao longo do último ano e meio de pandemia e o longo caminho ainda a percorrer para um melhor aproveitamento do contributo dos psicólogos existentes em Portugal. 

“O país tem ao seu dispor 24.000 psicólogos, mas há milhares de portugueses sem acesso a um”, afirma o Bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses, Francisco Miranda Rodrigues.  

Na área da saúde “quem tem menos recursos económicos não consegue ter apoio psicológico porque os centros de saúde têm poucos psicólogos e mesmo os centros hospitalares têm falta de profissionais nesta área”, explica o Bastonário, acrescentando que “só agora se começam a ver algumas alterações em subsistemas como a ADSE ou o interesse das seguradoras em assumir também o seu papel, mas em ambos os casos ainda há muito para concretizar".  

Já na educação há a assinalar um bom reforço das equipas e projetos nas escolas, com a mudança do papel do psicólogo para uma aposta mais preventiva, multinível, conseguindo, assim, chegar a mais pessoas na comunidade educativa, com maior impacto e parcerias locais.  

Um novo desafio da sociedade é um novo desafio dos psicólogos 

A crise climática, os refugiados e migrações, o envelhecimento, a paz e segurança e a pobreza são alguns dos desafios da sociedade atual e também, por isso, desafios que beneficiam dos contributos da ciência e da prática dos psicólogos. "E ainda poucos estão onde é preciso nestas situações", alerta o Bastonário Francisco Miranda Rodrigues. 

Na resposta à COVID-19 “os psicólogos fizeram uma excelente adaptação, adequando o seu trabalho às exigências da pandemia e em muitos casos trabalhando à distância”. Nas empresas “houve uma crescente preocupação com o apoio psicológico aos trabalhadores”, mas, sublinha o Bastonário “é preciso apostar na mudança das práticas de liderança e de gestão, monitorizando os riscos psicossociais e cultivando organizações promotoras de um trabalho mais sustentável e com bem-estar. De outro modo, quem não o fizer perderá talentos e competitividade”.  

Os dados da investigação mais recente também apontam para os efeitos a médio e longo prazo da COVID-19 na saúde psicológica, em todas as faixas etárias: aparecimento de quadros de ansiedade, depressão, perturbações do sono, problemas de memória ou stress pós-traumático. “Isto pode significar um prolongamento das necessidades de intervenção psicológica durante bastante tempo, para um conjunto mais alargado de pessoas. Algo para o qual o país não deve ser apanhado desprevenido e tem que se preparar”, afirma Francisco Miranda Rodrigues. 

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