Soltar a Solta-Mente para Soltar a Mente

Solta-mente
Tools
Typography

Dizem que começamos a ficar velhos quando nos repetimos muito. Percebi que estava a bater sempre nos mesmos três assuntos e tive de parar para respirar e sentir coisas diferentes antes de as escrever. Mudar de temas. Ar fresco. Reinventar-me um pouco, talvez até rejuvenescer por escrito.

As crónicas Solta-Mente estavam a ficar velhas e repetitivas como uma caixinha de música após escutada muitas vezes. Dava por mim a inventar ironias diferentes para temas batidos e repercutidos, sem nada de novo que lhes acrescentasse. Após esse sentimento, a vida fez aquilo que costuma fazer quando dá a mãozinha marota ao tempo. Virou-me do avesso e eu estava dentro da ampulheta.

Então, pensei em coisas diferentes, mesmo entre as rotinas… e tive tempo para respirar. Aprendi nomes de flores e de árvores. Apercebi-me em como tinha deixado de olhar para o céu mais bonito de todos – o algarvio. Juro que quase me passou a vontade de reclamar. Teorias à parte, foi uma paragem necessária para mim.

Não pude deixar de reparar nesse tempo de ausência na colocação de para aí uns três tapetes de alcatrão entre Faro e Olhão. Não sei se voam. Olhão está mais turístico e bonito que nunca. A sério!

Ainda tive tempo de ter uma ideia, um projecto de negócio de animação turística. A ideia é levar os visitantes a crer que se atirarem moedas para os buracos da estrada entre Olhão e Tavira, ganham superpoderes a nível sexual e uma vida farta. Melhor que taxa turística.

Registando três grandes violências por ordem: o Eurovisão da Canção, um banco salvo por nós a perdoar dívidas a clubes de futebol e, finalmente, adeptos de um clube a bater na própria equipa. Visto que o Eurovisão foi cá e o país tremeu com o resultado, que isso do clube foi feio e que isso dos bancos é ultrajante, considero tudo violência doméstica. Até para a semana!

Selma NunesSoltarMente

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS