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Rataria

Tenho uma casa no campo, melhor dizendo, no meio de um pinhal.

s340x255- Ai caganitas de rato! Oh Sr. Vítor, veja lá se me pode ajudar a resolver este problema.

- Oh senhora, no campo sempre houve ratos. Ali na casinha do jardim tenho eu tratado deles mas não lhe tenho dito nada porque é a senhora com pavor dos murganhos e a minha mulher com as osgas…

Bem, lá osgas e lagartixas, pronto, uma pessoa sabe que é certo como pulga no cão. Mais dia menos dia…
Ratinhos já corpulentos dentro da casa das máquinas… bem, vai que não vai, ele lá põe os iscos e resolve-se tudo.

Algum mais afoito que se atreva a descer do pinheiro ao pé da cozinha tem cá em baixo cinco bocas e vinte patas que, o esburacam e o mandam para o maneta. Agora dentro de casa, uns murganhos velozes, à solta… é outra coisa.

- Sr. Vítor, ponha mais iscos, muitos venenos na lavandaria, olhe que eles devem ter um ninho, cada vez lá vejo mais caganitas.

- Oh senhora. Dá-me cabo da cabeça esta mulher. Já tem ali veneno que dá para matar uma manada de elefantes!

- O Sr. Vítor lá sabe.

Descansei nele. Passaram mais cinco, dez, quinze dias e nada. Duplicavam, quadruplicavam os sinais dos invasores. Andei ali a gastar quilos de veneno e cada vez havia mais sinal deles. Passei-me.

Resolvi chamar um técnico da Rentokil que são peritos em «desbestializações» de lares e jardins. Combinámos umas caixas de metal para o jardim, isto está tudo limpo, o pinhal limpo, mas é campo, há sempre ratos e ratinhos e não viu ainda nenhuma cobra?

De arrepio em arrepio levei o rapaz à célebre lavandaria onde os imortais murganhos continuavam a gozar com a minha cara pois havia centenas de caganitas por todo o lado.

- Muito estranho – dizia o rapaz. – Com tantos iscos…

Em cima da máquina de lavar havia uma confusão de sacos e saquetas, caixas, detergentes e…. uma caixa de cartão com um saco de vinho branco de 2 litros.

- Ai Sr. Bruno. Ai. Está tudo molhado aqui em cima da máquina da roupa. O livro das instruções da máquina está empapado e cheira mal.

Para que os leitores não se enervem mais, vejam isto.

Os ratos e murganhos e companhia, se comerem aqueles iscos e as bolinhas azuis e etc que por aí vendem e não ingerirem nenhum líquido, morrem por desidratação. Morrem mesmo. Procuram água e se não há líquidos, eles morrem mesmo, esticam, vão-se, e toda a vida assim foi lá em casa e já lá vão 30 anos. Mas estes não morriam.

- Ah Ah Ah, é a primeira vez que isto me acontece e olhe que já ando nas desinfecções há um par de anos.

- Quê, Sr. Bruno, quê?

- Oh minha senhora, é que os seus ratos não morreram porque Têm vindo hidratar-se aqui na caixa do vinho. Ratos bêbados. Comiam o isco e depois, olhe!

E pegou na caixa do vinho que tinha sido de dois litros e estava vazia.


Jl
mjsl2010@mail.com

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